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Jorge Pontes

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Jorge Pontes foi delegado da Polícia Federal e é formado pela FBI National Academy. Foi membro eleito do Comitê Executivo da Interpol em Lyon, França, e é co-autor do livro Crime.Gov - Quando Corrupção e Governo se Misturam.

A sociedade exige soluções concretas para a crise da criminalidade

O tempo já passou, o problema só se agravou, as consequências se aprofundaram. Enfim, já deu

Por Jorge Pontes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 17 nov 2025, 19h06 - Publicado em 17 nov 2025, 19h05

Definitivamente não há mais paciência nem qualquer expectativa positiva dos cidadãos brasileiros com as nossas autoridades (de todos os Poderes, nos níveis federal e estadual) em relação à crise de segurança pública que estamos atravessando há décadas.

O tempo já passou, o problema só se agravou, as consequências se aprofundaram. Enfim, já deu.

O povo (leia-se o eleitorado) não ficará nada satisfeito apenas com a aprovação de uma lei que a grosso modo somente aumenta penas e estabelece o perdimento de bens apreendidos.

Será como uma montanha parindo um rato…

A sociedade já se cansou de assistir ao Presidente da República, a cada crise, determinar a formação de uma nova comissão governamental para discutir o assunto, ou mesmo convocar às pressas um convescote com meia dúzia de governadores bravateiros.

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Não haverá mais compreensão por parte da sociedade, até porque não será com essas “providências” velhas, vazias e sem concretude que conseguiremos começar a reverter essa epidemia de criminalidade que nos atinge de norte a sul, leste a oeste.

A fase das medidas protelatórias e dos lero-leros já se esgotou.

E ninguém mais aguenta a polarização política do país sendo transferida para os debates sobre segurança pública, com o desbotado cabo de guerra entre os que acham que bandido bom é bandido morto e aqueles que veem os criminosos como meras vítimas da sociedade. E o tiroteio de narrativas entre governo e oposição já chegou ao seu limite.

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Temos também que tomar cuidado com as distrações e ideias puramente midiáticas, como as daqueles que sugeriram a estapafúrdia criação de uma agência antimáfia (sic), quando no Brasil temos a Polícia Federal com sua Diretoria de Combate ao Crime Organizado com capacidade instalada, trabalhando a todo vapor, amealhando expertise e enfileirando resultados desde 2003. Esse tipo de projeto só serve para atrasar as medidas que realmente importam, além de promover duplicação de esforços.

Com tudo isso ficou claro que para fazer frente a essas ameaças da macrocriminalidade precisamos de um plano amplo, com no mínimo uma dezena de pequenos projetos, atividades e ações cronogramadas, organizadas e distribuídas ao longo de um período de tempo definido. Isso sem falar nos inquéritos policiais e no trabalho prévio de inteligência.

Esse plano deverá envolver, de forma integrada, as polícias Federal, Rodoviária Federal, as civis e militares das 27 unidades da federação, o Ministério Público Federal, os ministérios públicos estaduais e o Judiciário, entre outros órgãos.

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Tal planejamento deverá ter diversas “frentes”, e não exclusivamente na segurança pública, mas em outras pastas, que devem elaborar, adequar-se e reforçar suas políticas, sempre com o “anticrime by design” na cabeça.

Algumas dessas frentes necessitarão ações e resultados imediatos, enquanto outras impactarão mais a médio e longo prazo. Todas essas frentes deverão ser endereçadas pelo plano, sem exceção.

Para isso é necessário envolver operadores com perfil técnico, isto é, gente predominantemente do law enforcement – e não políticos que estão mais preocupados em agradar seus redutos e de olho nas eleições de 2026.

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Um dos poucos políticos que demonstra de fato estar perseguindo as soluções corretas para fazer frente às necessidades desse enfrentamento é o Senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor da iniciativa da CPI do Crime Organizado, e recém nomeado seu relator.

Esta CPI, pela amplitude a que se propõe e por suas lideranças, nos autoriza a termos boas expectativas.

Por fim, sabemos que não há soluções e nem possibilidade de transformação fora da política, mas, nessa crise da criminalidade, com raras exceções, a impressão que a maioria dos políticos estão nos passando é que mais atrapalham do que ajudam.

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