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Giro pelo Oriente

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O que está rolando na Ásia

O chá que virou diplomacia: Malipo vira vitrine verde da China na COP30

O caso exibido no pavilhão chinês evidencia como Pequim converte tradições locais em instrumento de influência no debate climático

Por Ana Cláudia Guimarães Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 17 nov 2025, 15h59 - Publicado em 17 nov 2025, 14h26

O condado de Malipo, no interior montanhoso de Yunnan que faz fronteira com o Vietnã, levou para a COP30, em Belém, um caso emblemático de como a China tem usado tradições seculares para impulsionar sua agenda ambiental. Ali, antigas árvores de chá deixaram de ser apenas herança cultural para se tornar pilar de um projeto de revitalização rural e diplomacia verde. A experiência foi apresentada no evento de abertura do Pavilhão da China por Xiao Changju, líder local e porta-voz dessa estratégia que Pequim busca transformar em vitrine global.

No encontro, foi apresentado o relatório Montanhas Verdes e Águas Cristalinas Pintam um Belo Quadro: A Inovação da China e a Importância Global na Construção da Civilização Ecológica. O documento reforça a tese (central no discurso ambiental chinês) de que “montanhas verdes e águas cristalinas são ativos inestimáveis”. A mensagem, longe de ser restrita ao território chinês, foi defendida como um conceito de valor internacional, uma espécie de guia que Pequim oferece ao mundo em meio às negociações climáticas.

Xiao Changju explicou como o cultivo do chá de Laoshan foi elevado a instrumento de desenvolvimento e conservação ambiental em Malipo, um dos condados mais pobres de Yunnan usado como vitrine de superação. Desde 2023, Malipo realiza o Festival Internacional do Chá da Primavera de Laoshan, que transformou o produto em uma espécie de “chá da amizade”, já enviado a países como França, Emirados Árabes Unidos e Brasil. Em maio, o chá ganhou ainda mais visibilidade ao ser apresentado na sede das Nações Unidas, em Nova York, um gesto cuidadosamente valorizado por Pequim.

A estratégia segue uma lógica clara: usar um produto tradicional como cartão de visita de um modelo chinês de sustentabilidade. Em Malipo, isso envolve desde o manejo ecológico das árvores de chá ancestrais até a proteção das montanhas e o incentivo a cadeias produtivas de baixo carbono. O condado é conhecido por suas árvores de chá de mais de mil anos. O caso de Malipo, segundo o governo, resume o esforço das regiões rurais da China para se inserir na pauta global do clima e apresentar resultados concretos no enfrentamento das mudanças climáticas. É também fruto direto da política de assistência diplomática chinesa. Desde 1992, o condado recebe apoio do Ministério das Relações Exteriores da China, que enxerga no cultivo de chá das árvores antigas um ativo estratégico para desenvolvimento local e projeção internacional.

Nos últimos anos, esse trabalho ganhou novo impulso com a entrada do Grupo Xinhua de Hong Kong, responsável por apoiar Malipo em iniciativas de modernização tecnológica, construção de marca, ampliação da cadeia produtiva e promoção cultural. Para o governo chinês, a união de diplomacia, economia verde e revitalização rural compõe a base da chamada “civilização ecológica”, conceito que o país tem repetidamente levado a fóruns multilaterais e que ganhou espaço de protagonismo na COP30.

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A delegação chinesa presente na COP30 é formada por autoridades da província de Yunnan: entre elas, Zhao Zijie, vice-diretor do Departamento Provincial de Ecologia e Meio Ambiente, e representantes das áreas de educação ambiental, cooperação internacional, gestão local e cultura do chá.

Pavilhão da China na COP30
Pavilhão da China na COP30 (///Divulgação)
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